Bem aventurados

Jesus disse:
“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês…”

Às vezes eu tenho a impressão que nós cristãos lemos este texto ao contrário, como se dissesse:
“Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra os ‘meus inimigos’.”

Jesus continuou dizendo:
“(…) Amem os seus inimigos, façam o bem aos que os odeiam, abençoem os que os amaldiçoam, orem em favor dos que os maltratam. Se alguém bater em você numa face, ofereça-lhe também a outra. Se alguém tirar de você a capa, não o impeça de tirar a túnica.”

Nós cristãos temos erguido a voz a favor da justiça. Eu daria glória Deus por isso, se não fosse a favor da “justiça própria”. Jesus nos ensina a abrir mão da “justiça própria”, por amor ao injusto. Na verdade foi exatemente isso que Cristo fez conosco.

Ouvi alguns cristãos reclamando que estamos sofrendo uma grande perseguição religiosa no Brasil. Discordo. Em alguns países do Oriente Médio, da África e da Ásia os cristãos estão sofrendo uma grande perseguição religiosa. No Brasil, estamos vivendo uma “guerra ideológica”, e isso não se parece com o martírio dos discípulos.

Tem alguma coisa errada com esse cristianismo que foge da cruz. Falamos veementemente, tentando imitar João Batista, mas acabamos fazendo o discurso dos fariseus.

branca japones india negro

 

Não consigo deixar de lembrar de Pedro:
“Então Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a, e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco.
Mas Jesus disse a Pedro: Põe a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?”

Lendo a história de Pedro, imagino o seguinte diálogo entre ele e Jesus:
Pedro – Mestre, eu morreria por você.
Jesus – ainda não, Pedro. Você mataria por mim, mas sou eu que morrerei por você.
Pedro – Não diga isso, você não pode morrer. E eu não vou deixar isso acontecer.
Jesus – Pedro, você me ama? Então por amor a mim, dê a vida por eles.

E depois de um tempo, foi o que aconteceu. Eu amo a história de Pedro e as suas cartas à igreja. Eu amo a igreja. Eu amo Jesus. Por isso eu quero estar disposto a, por amor a Jesus, dar a vida pelas pessoas. Não como um redentor, que apenas Jesus é, mas como uma mensagem viva do caráter deste redentor.

Sobre Joel Mozart

ilustrador, animador e compositor.
Esse post foi publicado em desenho, e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s