Morte ou Vida? Parte 2

Disse anteriormente que todas as religiões são instrumentos moralizantes, que buscam ligar o indivíduo a um bem maior coletivo (leia a Parte 1). Creio ainda, que toda religião dá condições a seus fiéis de terem “crescimento espiritual” em certo nível. Mas creio, com base em Jesus, que nenhuma religião é suficiente (moral ou espiritualmente), nem mesmo a própria religião cristã.

Em grande parte das religiões há o conceito de justiça divina. Ainda que a justiça humana falhe, a justiça divina é perfeita e persiste além da vida material. Por isso, tudo o que se faz em nossas vidas possui consequências eternas (segundo esse conceito). As leis religiosas possuem o propósito de proteger o indivíduo e a sociedade de atitudes que produzam más consequências (sejam elas efêmeras ou eternas). Em função disso há vários livros sagrados cheios de “não lararás”, dentre eles o Antigo Testamento. Aqui a história fica interessante, Jesus disse:

Não pense que vim destruir a lei ou os profetas; não vim anular, mas cumprir. Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei sem que tudo seja cumprido.

Mateus 4:5

Repito, se a lei (Antigo Testamento) se cumprirá, será que nós cristãos devemos circuncidar, degolar cordeiros e apedrejar adúlteros? Na Parte 1 fica claro que não. Então o que isso quer dizer? Na carta aos romanos, São Paulo relembra que nas Escrituras Sagradas está escrito que “não há um justo sequer”. Mais a frente ele diz: “não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”. No livro de Isaías, o profeta diz que todos nós somos imundos e que mesmo nossas justiças são como “trapos de imundícia” (Is 64:6). Resumindo, na balança eterna a conta nunca fecha. Por isso, segundo Jesus, porque Deus deseja a salvação do homem, Deus nos deu um meio de fechar a conta a nosso favor, e esse meio não é a religião.

Jesus cumpre a lei e os profetas, porque Jesus é o cumprimento das profecias. Jesus é o profeta que Moisés disse que o substituiria, e não apenas isso. Jesus soluciona o problema da balança, cumprindo em si mesmo as condenações da lei. Quando a lógica da religião indica que cada pessoa deve pagar pelo próprio pecado, Jesus nos mostra que há o perdão divino, e perdão significa assumir a dívida do pecador. Assim como fez à mulher adultera, Jesus disse a um paraplégico e a uma mulher que lavou seus pés: “Seus pecados foram perdoados, tua fé te salvou”. Jesus sabia o que estava falando. Ele tinha autoridade para perdoar pecados, porque ele mesmo pagaria por esses pecados, ele estava assumindo essas dívidas. A redenção foi anunciada por Isaías, 700 anos antes de Cristo:

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças, contudo nós o consideramos castigado por Deus, por ele atingido e afligido.
Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniqüidades; o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele, e pelas suas feridas fomos curados.
Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos, cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho; e o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

Isaías 53:4-6

Cruz. Redenção. Jesus disse de si:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.
João 3:16-17

Por isso eu creio na salvação. Porque creio em Jesus e, portanto, na redenção. O pecado nos afasta de Deus, mas o que nos aproxima dele não é a ausência do pecado (que se existisse nos faria apenas equilibrar abaixo de zero), mas o perdão, que nos faz começar e recomeçar do zero. Como receber perdão? Crendo em Jesus. Confiando no que ele disse, pedir perdão a Deus. Reconhecer que somos pecadores e dependentes desse perdão. Crendo em Jesus, reconhecer que o preço pelo nosso perdão foi pago com sua morte.

Creio que enquanto fazemos isso, Deus dá feedback. Comigo foi assim (comigo e uma galera). É o Espírito Santo, que confirma em nosso entendimento, aquilo que não é compreensível pela lógica.

Que fique claro, não desprezo a religião, me considero religioso. Apenas creio que ela é insuficiente sem a redenção.

Joel Zart Budal, pecador

Leia também:
Morte ou Vida? Parte 1
Bono Vox sobre Cristo

Sobre Joel Mozart

ilustrador, animador e compositor.
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